A família Grilo vai embarcar em um veleiro e se lançar ao mar apenas com o ponto de partida. Uma aventura onde tudo é possível!

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O Veleiro Bora

O Bora

 

O Bora é um veleiro Leopard 48 pés, com 15 metros de comprimento, fabricado na África do Sul pela empresa Robertson and Caine.

Compramos o barco apenas dois meses antes da nossa partida, mas já estamos nos sentindo em casa! Optamos por comprar um catamarã devido ao conforto e estabilidade deste modelo. Ele possui dois cascos e, em comparação com um veleiro normal, é muito mais confortável para uma família e um cachorro.

 

 

O catamarã é como dois barcos juntos, um ao lado do outro, enquanto um veleiro normal tem somente um casco. Sendo assim, quando um veleiro monocasco está velejando, todo o barco se inclina. Já o catamarã sempre se mantém estável.

Além disso, o espaço interno do Bora é muito maior, deixando a nossa casa mais confortável. Afinal, somos cinco tripulantes e a Lola!

Mayday, Mayday

 

Outro importante fator que motivou a nossa decisão, foi um naufrágio que sofremos na Costa de Belize. Quando ainda morávamos na Guatemala e tínhamos um barco normal de um casco, enfrentamos uma situação que nos colocou em perigo.

Sob o comando de um capitão canadense irresponsável, embarcamos para uma viagem de quatro dias sem bote ou colete salva-vidas, sem GPS nem cartas náuticas e com as baterias funcionado somente para manter a luz do barco acesa.

Tivemos que fazer uma chamada Mayday Mayday, pedindo socorro, e descobrimos que o rádio também não funcionava. Abandonamos o barco às pressas com nossas duas filhas e um cachorro (na época a Luzia não era nascida), estouramos o sinalizador e o barco afundou.

Mas porque entramos em um veleiro assim? Porque nós não tínhamos a menor ideia do que estávamos fazendo e achávamos tudo o máximo (exceto quando o capitão dormia de cueca na parte de fora do barco).

Mesmo após este traumático acidente, não desistimos de nosso sonho de viajar o mundo de veleiro, pois aprendemos TUDO o que não deveria ser feito.

Sendo assim, tomamos a decisão de ir para algum lugar aprender. Eu, Luciano, viajei, então, para o Caribe e fiz um curso da American Sailing Association, ficando uma semana no mar. Este curso meu deu o conhecimento básico para alugar barcos no Caribe.

Em 2014, aluguei um veleiro pela primeira vez e fiz muita bobagem, mas não como as do Capitao Steve! Mas foram peripécias que me serviram como uma grande lição.

Já em 2016, conheci amigos ingleses e, junto com eles, atravessei o Oceano Atlântico em 22 dias, das Ilhas Canárias ate o Caribe. E no ano passado, foi a viagem da tomada de decisão: duas semanas na Polinésia Francesa para convencer a família que estávamos preparados para a aventura.

Mas, no final, todas as quatro meninas disseram sim e, então, começamos a pesquisar o melhor barco para a nossa aventura e encontramos o Bora!

Ensaiando para a aventura

Veja como foi nossa viagem para a Polinésia

A história do Bora

 

Antes de comprarmos o Bora, o veleiro pertencia a um casal australiano, o Ashley e a Gill. Eles passaram três anos e meio velejando e morando no “Blue Feather”, antigo nome do Bora.

Blue Feather tinha um significado muito especial para o casal. O nome surgiu após a leitura de um livro que contava a história de um pássaro que sonhava em ter penas azuis. Inspirado no livro, o Ashley colocou uma pintura de uma pena azul em seu antigo escritório, até que em 2013 ele partiu para realizar o seu sonho, da mesma forma que fez o pássaro azul no livro.

 

 

Após muitas aventuras com o barco, o casal decidiu vendê-lo, pois Ashley precisou passar mais tempo com a família em terra firme.

Quando nos encontramos com eles para buscar o Bora, eles estavam literalmente chorando por conta dos momentos alegres vividos no barco. Além disso, também estavam muito contentes pela nova aventura que se começa no Bora com a família argentina, brasileira e costarriquenha.

 

Fonte das imagens do Blue Feather: bluefeatheradventure.blogspot.de