A família Grilo vai embarcar em um veleiro e se lançar ao mar apenas com o ponto de partida. Uma aventura onde tudo é possível!

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Diário de Bordo #15 – Entenda o homeschooling

Depois de muitos anos sonhando com a liberdade de morar no mar, o empresário Luciano Grilo, 44 anos, e a argentina Fernanda Grilo, 42 anos, decidiram deixar tudo para trás e viver em um veleiro dando a volta ao mundo. O Bora, um catamarã de 48 pés, é a casa e também a escola das três filhas do casal: Lara, de 14 anos, Lisa, de 11 anos e Luzia, a Lulu, de 7 anos. A cachorrinha da família, a labradora Lola, também mora no barco.

E como abandonar a escola nunca foi uma opção, o método de ensino escolido pela família foi o homeschooling – ou educação domiciliar. A escola escolhida foi a americana Oak Meadow School. A prática, que já é adotada por 63 países em todo o mundo e consolidada em lugares como Estados Unidos, Canadá e Austrália, cresce de forma silenciosa no Brasil, lugar onde o homeschooling ainda não é regulamentado. Isso contribuiu para a escolha do casal em ensinar as filhas.

Homeschooling na prática

“Nós temos três meninas, a Lulu no 2° ano, a Lisa no 7° ano e a Lara no 9° ano. A Lisa e a Lara andam sozinhas, o meu papel e o papel da Fernanda como pais é, basicamente, cobrar que as atividades sejam feitas. E no final de cada lição – é uma lição por semana –o professor faz a checagem de aprendizagem”, explica Luciano, o pai e capitão dessa aventura. “A Luzia já demanda um pouco mais de trabalho. Tudo precisa ser lúdico. Ensinamos matemática na cozinha, ciências na praia e tem muita coisa em artes. No caso dela, nós precisamos ensinar algumas coisas. Por exemplo, eu precisava ensiná-la a somar, mas como vi que ela estava indo bem, ensinei a multiplicação utilizando bananas.”

A rotina de estudos consiste em marcar aulas com os professores via internet e realizar as atividades programadas para o dia. Pesquisas na internet e conversa com pais e tutores é parte principal dessa forma de estudo.

Para as meninas, a pior parte dessa prática é a falta dos amigos e professores do Colégio, mas os prós contam mais. “Uma coisa que eu gosto do homeschooling é o que o quanto vou fazer por dia, além de poder tirar dúvidas com meus pais”, conta Lisa Grilo, a filha do meio do casal.

Mesmo assim, Luciano garante que as lições que a família irá vivenciar ficarão para sempre. “Os valores que nossas filhas irão aprender, e que também iremos assimilar junto com elas, não têm preço. Não há escola que pode ensiná-las o que elas irão viver no barco, conhecendo novos países, buscando a própria água, gerando a própria energia, arrumando a vela, estudando sobre navegação, aprendendo a reciclar o lixo e a consumirmenos”.

Lembrando que, mesmo não regulamentado no Brasil, o diploma de homeschooling é aceito para validação em território nacional.

Assista ao episódio do #SVBORA, nosso canal oficial no YouTube, sobre o assunto:

COMO AS MENINAS ESTUDAM?

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