A família Grilo vai embarcar em um veleiro e se lançar ao mar apenas com o ponto de partida. Uma aventura onde tudo é possível!

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Diário de Bordo #12 – Guadalupe

Depois do desespero do Furacão Beryl, finalmente voltamos ao mar. Dessa vez a velejada foi rumo à Guadalupe e, pasmem, foi super tranquilo.

Pela primeira vez pegamos ondas baixas e calmas. Confira como foi nossa chegada à ilha:

O FURACÃO PASSOU!

 

Nomeada por Cristóvão Colombo e desde de 1635 sob domínio francês, o arquipélago de Guadalupe passa despercebido por quem vive do lado de cá, na América do Sul. Apesar de fazer parte da União Europeia, a ilha vulcânica paira sob as águas cristalinas do Caribe, a norte de Antigua e Barbuda e ao sul de Dominica, tendo ainda como principal característica a cultura Crioula, consolidada pela população africana.

Antes do domínio europeu, a região se chamava Karukera, que significa “ilha das lindas águas” na então língua nativa. Foi então rebatizada para prestar homenagem a Santa Maria de Guadalupe de Estremadura e assim permaneceu. Apesar do francês ser a língua oficial e o inglês ser ouvido facilmente nas áreas turísticas, é a língua crioula que é a mais usada no cotidiano.

A parte costeira forma praias de areias coloridas, em tons de ocre, preto, marrom e cor de rosa. Um dos destaques é o La Réserve Cousteau, parque submarino de renome internacional. Corais, tartarugas e até baleias Jubarte são avistadas na área de preservação marinha que engloba as praias de Malendure à Bouillante.

Na cidade, o Forte Delgrès, erguido no século 17, ganha os holofotes. A arquitetura colonial permeia boa parte da região urbana e rural, com casas que ganham variações vernaculares, como parte da cultura local. Os passeios se estendem ainda por capelas, igrejas e o tradicional mercado de rua.

Jacques Cousteau – Reserva de Jacques Cousteau

Jacques-Yves Cousteau (Saint André de Cubzac, 11 de junho de 1910 — Paris, 25 de junho de 1997) foi um oficial da marinha francesa, documentarista, cineasta, oceanógrafo e inventor mundialmente conhecido por suas viagens de pesquisa, a bordo do Calypso.

Cousteau consquistou a Palma de Ouro de 1956, com o filme O mundo silencioso, rodado no Mar Mediterrâneo e Vermelho. Mas o próprio Cousteau confessou que, em seus primeiros filmes, não tinha nenhum tipo de preocupação ecológica. No total, foram quatro longas-metragens e setenta documentários para a televisão. Em 1965, Cousteau criou uma casa submarina onde seis pessoas viveram por um mês, a cem metros de profundidade.

Em homenagem ao francês, Guadalupe nomeou sua reserva submarina mundialmente conhecida com o seu nome.

Reserva Jacques Cousteau. | Foto: Luciano Grilo

Reserva Jacques Cousteau. | Foto: Luciano Grilo

Reserva Jacques Cousteau. | Foto: Luciano Grilo

Reserva Jacques Cousteau. | Foto: Luciano Grilo

Reserva Jacques Cousteau. | Foto: Luciano Grilo

Reserva Jacques Cousteau. | Foto: Luciano Grilo

Reserva Jacques Cousteau. | Foto: Luciano Grilo

Reserva Jacques Cousteau. | Foto: Luciano Grilo

Forte Delgrès

Fort Delgrès, antigamente Fort San Carlos (forte Saint-Charles), é um forte histórico que domina a cidade de Basse-Terre em Guadalupe, uma dependência da França no Mar do Caribe. Foi o centro da luta anglo-francesa nas Antilhas e em Guadalupe contra a escravidão pelo rebelde Louis Delgrès. Foi classificado como monumento histórico por decreto de 21 de novembro de 1977.

Em 1650, Charles Houël governador e então proprietário de Guadalupe, construiu uma fortaleza em uma colina com vista para a cidade de Basse-Terre, capital da ilha na época. Este edifício era um lugar seguro, mas acima de tudo o símbolo do seu poder sobre a população. Ele o nomeou Fort St. Charles.

Após a sua inauguração, era regularmente alvo de ataques dos ingleses, então o maior concorrente da França nas Antilhas, com os holandeses e os espanhóis.

Forte Delgrès. | Foto: Luciano Grilo

Forte Delgrès. | Foto: Luciano Grilo

Assista ao episódios do nosso mergulho na reserva de Jacques Cousteau em Guadalupe no canal #SVBORA no YouTube:

UMA CIDADE NO FUNDO DO MAR!

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