A família Grilo vai embarcar em um veleiro e se lançar ao mar apenas com o ponto de partida. Uma aventura onde tudo é possível!

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A ideia

A ideia da aventura

 

Em algum momento na década de 90, aparecia no Fantástico uma série sobre a Familia Schürmann, que se intitula como a primeira família brasileira a dar a volta ao mundo em um veleiro. Achei aquilo tão surreal e tão distante da minha realidade. Para mim, era a mesma dificuldade que o homem teve ao pisar na Lua. 

Apesar disso, na altura de meus 23 anos, recém formado e desempregado, disse para mim mesmo: “um dia vou dar a volta ao mundo em um veleiro”.

Ali nasceu este o sonho.

Depois disto, entrei na corrida da vida em que só existia um pensamento que martelava minha cabeça o tempo todo: “preciso vencer na vida”.  Aí foram 22 anos de muito trabalho, 16 mudanças de cidade, uma esposa, 3 filhas e 3 cachorros.

 

 

 

Pouco antes de assumir o cargo de Presidente de uma empresa no exterior, passamos férias em Angra dos Reis. Uma semana a bordo de um veleiro com um capitão argentino chamado Guillermo. Tudo me chamou atenção no barco: a geração de energia, o cuidado com as baterias, usar pouca água, luz, gás, era tudo muito bem calculado e racionado. Tínhamos que ser autossustentáveis e achei tudo aquilo o máximo. 

E foi esta curta viagem que fez com que meu sonho virasse meta. Coloquei uma data para nossa aventura: o ano seria 2013. 

E já pensando no plano, quando mudamos para a Guatemala, uma das primeiras coisas que fiz foi comprar um veleiro de 38 pés, fabricado em 1993, de um senhor alemão.

O plano estava de vento em popa, exceto pelo fato que o barco não oferecia quase nada de conforto e, como era muito antigo, quase nada funcionava direito. Geladeira, baterias, piloto automático, leme, fogão, parte elétrica, guincho da âncora. E eu parecia ser a única pessoa feliz naquele barco velho e caindo aos pedaços. 

Como eu ainda precisava aprender a velejar, o gerente da marina me conseguiu um capitão que nos finais de semana nos ensinasse a velejar. Foi então que conhecemos o Steve, cidadão canadense que morava na Guatemala há alguns anos. 

Era 2010 e estamos voltando de Belize no dia após o Brasil ter sido eliminado na Copa pela Holanda quando tivemos um grave acidente com o barco e tivemos que ser resgatados. Não quero me alongar nesta historia, pois ela por si só renderia um livro pela quantidade de coisas que aprendi a nunca mais fazer a bordo de um veleiro. Mas, acima de tudo, depois de ter sido resgatado por um outro barco, com minha familia e nosso cachorro, disse a mim mesmo que nunca mais a vida da minha familia dentro de um barco estaria nas mãos de outra pessoa. A consequência foi: eu teria que ser o capitão e único responsável por nossa futura viagem. 

Este acidente adiou um pouco os planos da aventura, mas eu não havia desistido. Quatro anos depois, no dia do meu aniversario em 2017, finalmente marcamos a nova data de partida: 2018. Era agora ou nunca, pois minha filha mais velha faria 14 anos em 2018 e não podíamos esperar mais. 

Antes, fizemos um grande teste e tinha que sair tudo perfeito para que minha familia carimbasse o passaporte junto comigo. Velejamos pela Polinésia Francesa e foi incrível. Todos embarcaram na ideia e, enfim, chegou a minha hora de colocar os pés na Lua.

Ensaiando para a aventura

Veja como foi nossa viagem para a Polinésia